O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras recusou conceder asilo logo em 2019 a um dos irmãos iraquianos detidos na quarta-feira pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária por suspeita de pertencerem à organização terrorista do Daesh.
O iraquiano, desempregado, contestou judicialmente a posição do SEF, mas esta foi reconfirmada em março passado pelo Supremo Tribunal Administrativo.
Ao outro irmão foi concedido asilo por não haver ainda suspeitas evidentes em relação a ele.
Estavam há quatro anos em Portugal, mas não há registo de terem cometido qualquer crime em território nacional. Estão ambos indiciados pelos crimes de adesão e apoio a organização terrorista, de terrorismo internacional e crimes contra a humanidade.
Os dois iraquianos, de 32 e 34 anos, estiveram cerca de um ano no campo de refugiados na ilha grega de Lesbos, onde alegaram às autoridades que eram perseguidos pelo Daesh.
Entraram em Portugal em 2017 no âmbito do programa de recolocação de refugiados da União Europeia e tinham autorização temporária de residência concedida sempre que está em aberto um pedido de proteção internacional. Pouco tempo depois de chegarem, ainda em 2017, o SEF foi alertado por outros refugiados (reais vítimas) que, pelo menos, o irmão mais velho teria comportamentos algo agressivos e mostrava simpatia pela causa jihadista.












