José Joaquim Barros, advogado de defesa da família de Nuno Santos, trabalhador atropelado mortalmente pelo carro do Ministro da administração interna quer que seja feita justiça. O que é facto é que três meses depois da morte de Nuno Santos, a 18 de junho, a família ainda não conseguiu que fosse aprovado como meio de subsistência uma pensão provisória da seguradora da empresa em que a vítima mortal trabalhava.
«Houve uma tentativa para alijar responsabilidades, até porque o primeiro comunicado oficial do Ministério foi uma tentativa de culpabilizar o Nuno», começa por explicar José Joaquim Barros, advogado da família do chefe da equipa que realizava os trabalhos de manutenção e limpeza a cargo da empresa Arquijardim. Sabe-se que o funcionário estava a iniciar o atravessamento da estrada depois de ter ido buscar sinalização ao separador central quando foi atropelado mortalmente ao km 77,6 da A6.
Apesar de o ministro se ter remetido maioritariamente ao silêncio quando era questionado acerca do acidente, à entrada do congresso do PS, no final de agosto, disse que «ao contrário de outros», nunca pressionou «uma investigação judicial», insinuando que a demora na atribuição de responsabilidade não é culpa sua. No entanto, segundo José Joaquim Barros, a viúva, de 41 anos, e as filhas do casal , de 15 e 19 anos, não se conformam com a situação.











